Balé russo: a origem da escola de balé que influenciou o mundo

Conhecer nosso passado é essencial para construirmos um presente melhor. Na dança é muito importante estudarmos quem veio antes de nós para nos inspirar e para criarmos novas coreografias. Por isso, na série #PassosHistóricos contamos fatos curiosos sobre o mundo da dança!


No século 18, enquanto na França o balé passava por um período de declínio , na Rússia ele atingia seu auge graças ao patrocínio dos czares.

As escolas imperiais de balé russo em Moscou, São Petersburgo e Varsóvia foram os principais berços das coreografias mais famosas do mundo.

Em 1738, foi fundada a primeira companhia de balé russo ainda inspirada nas técnicas francesas da dança, formada por 12 meninos e 12 meninas filhos de cortesãos.

Quase 100 anos depois, o francês Marius Petipa fez uma viagem a passeio para o grande país imperial e acabou ficando para se tornar o coreógrafo chefe da Escola Imperial de São Petersburgo.

Meninos na aula avançada de balé na Escola Imperial de São Petersburgo em 1913 (Foto: Hulton Archive/Getty Images)

O estilo clássico de Petipa

Sob a tutela de Petipa, nasceram as coreografias clássicas musicadas por Tchaikovsky, O Quebra-Nozes (1892), O Lago dos Cisnes (1895) e A Bela Adormecida (1890), além de outras dezenas de balés que ganharam grande popularidade na época.

Petipa preparou e treinou centenas de grandes bailarinos enquanto trabalhou na Rússia como Gorsky, Legat, Karsavina, Fokine, entre outros.

Ele também foi responsável por adicionar conceitos fixos durante as apresentações como a interpretação dos solistas (variações), o pas de deux executado pela bailarina principal e seu partner e a parte final do balé com a participação de todo o corpo de baile. Esses conceitos marcaram o estilo clássico do balé russo.

Anna Pavlova em A Morte do Cisne (Foto: Claude Harris/Hulton Archive/Getty Images)

Época Diaghilev: a popularização do balé russo

Em 1909, o empresário russo Sergei Diaghilev criou a Ballets Russes (em português, Balés Russos), uma companhia de balé emigrada da Rússia e baseada em Paris e que promovia tours de suas apresentações por toda a Europa.

A Ballets Russes foi a grande responsável pelo reconhecimento mundial do balé russo e trouxe diversas inovações ao estilo durante seus 20 anos de existência.

Por lá passaram grandes bailarinos que influenciam a dança até hoje como Mikhail Fokine, Vatslav Nijinsky, Leonid Miasin, George Balanchine, Serge Lifar e Anna Pavlova.

Para ter ideia do peso do time de bailarinos: Fokine foi responsável pela criação da coreografia A Morte do Cisne (1905) interpretada magistralmente por Anna Pavlova.

O fenômeno da Ballets Russes teve fim com a morte de seu criador em 1930 e seus integrantes se dispersaram pelo mundo, influenciando a forma como se dança balé em várias partes do planeta.

Ainda na primeira parte do século 20, as principais companhias derivadas da BBallets Russes foram a de Paris e a de Monte Carlo, em Mônaco.

Na Alemanha do pós-guerra, a Ballets Russes inspirou a criação de companhias de dança em um país até então sem tradição no balé.

Na França, Serge Lifar foi responsável pela renovação da técnica francesa e nos Estados Unidos, George Balanchine criou o Balé da Cidade de Nova Iorque.


Esses são apenas dois momentos da escola russa de balé. Existem muitos outros marcos na história do balé russo, voltaremos para contar mais sobre essa grande escola de dança que nos influencia até hoje.

Fique ligado e até mais!


Para saber mais do nosso dia a dia e sobre a preparação para as próximas competições, siga a gente no Facebook e no Instagram

About the author: Equipe Sigma

Leave a Reply

Your email address will not be published.